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"A tua palavra é lâmpada que guia os meus passos e luz que ilumina o meu caminho." — Salmos 119:105

⚡ Reflexão

A Dor do Pecado é Sempre
Maior que seu Prazer

Igreja Batista Conexão
· Reflexão Devocional
"A dor do pecado é sempre maior do que seu prazer. A angústia que dele decorre é maior do que sua efêmera satisfação."

A força que se faz para resistir ao pecado é menor do que o peso da culpa, e sua consequente agonia de morte… Digo morte porque a perda da alegria da comunhão com o Pai é como a morte, afinal nele nos movemos, existimos e vivemos (At 17.28). Esta agonia de morte, da perda da comunhão, é tão peculiar ao pecado que traz consigo a sensação do abandono de Deus do qual nem mesmo nosso Salvador ficou isento. Conquanto não tivesse pecado, a palavra nos diz que Ele se fez pecado em nosso lugar, e por consequência na cruz exclamou: "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste."

A realidade do que é o pecado deve estar clara para o cristão. Temos de nos desiludirmos dele. Por exemplo: quanto tempo dura o seu prazer? A satisfação de ter gritado e xingado alguém que nos feriu… quanto tempo dura? A euforia provocada pelas bebidas e as drogas… quanto tempo dura? O prazer da sedução… quanto tempo dura? Todas as nossas decisões, ações e atitudes têm efeitos imediatos, efeitos a médio e a longo prazo. Há efeitos que além de percorrer essa linha de consequências, ecoarão também na eternidade. Em relação ao pecado, seu efeito imediato pode não ser a sensação de culpa, desgosto e tristeza, mas depois seus males indubitavelmente se manifestarão. Aqui está uma lei tão certa quanto é a lei da gravidade. Não há como manipulá-la ou dela escapar.

A sensação que temos diante da tentação é de que conseguiremos estender ao máximo o seu prazer. A situação pecaminosa é vivenciada de tal forma que o prazer se torna nosso sentido de vida naquele momento. Sua compulsão em nós é tão esmagadora que resistir parece tarefa inconcebível. Mas, "enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" — pergunta o profeta. Conhecer o próprio coração é um processo, mas é necessário. Paulo nos recomenda que devemos examinar a nós mesmos (1Co 11.28).

Somente aqueles que examinam o próprio coração conhecem suas faltas pessoais e são capazes de ser tolerantes com os erros, defeitos e limites do seu próximo. Não é tarefa fácil; afinal, mesmo ao examinar o próprio coração, o fazemos a partir dos olhos do nosso próprio entendimento. Foi com esta preocupação que Davi exclamou: "Quem há que possa discernir as próprias faltas? Expurga-me tu das que me são ocultas" (Sl 19.12).

Não quero fazer apologia do pecado, mas reconheço que as lições dele só se aprendem — com a devida gravidade — na prática. Somente aqueles que se sabem como grandes pecadores conseguem enxergar sua enorme dependência de Deus. Davi, no Sl 130, exclamou: "Das profundezas a ti clamo, ó Senhor". Já no Sl 88.6 foi mais incisivo: "Puseste-me no abismo mais profundo, em trevas e nas profundezas".

Pensemos no apóstolo Paulo. Esse grande servo do Senhor que escreveu a maior parte do Novo Testamento foi um gigante na fé. Um dos versículos que mais impacta está em 1Tm 1.15: "Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." Aqui está um servo, depois de vários anos de caminhada, plenamente consciente de sua condição de pecador.

Quanto mais nos aproximamos da luz de Deus, mais explícito fica aquilo que diante dela se expõe. Assim, a comunhão com Deus sempre há de produzir no homem revelação pessoal, autoconsciência, e a certeza de que suas aparentes justiças não passam de "trapos de imundícia". Somente diante dessa luz se vê as "imundícias da carne e do espírito, e se aperfeiçoa a santificação no temor de Deus" (2Co 7.1).

Frequentemente vemos que aqueles que se deram à prática do pecado e caminharam por caminhos tenebrosos, quando encontram Jesus e se deixam transformar por Ele, são pessoas grandemente usadas pelo Espírito. Isso se dá porque essas pessoas reconhecem a enorme carência e dependência que têm da comunhão com Deus. A consciência da carência é tão grande quanto for a consciência de quão pecador se é. E então? Vamos pensar seriamente sobre o pecado?

Atos 17:28

"Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos."

1 Timóteo 1:15

"Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal."

Salmos 19:12

"Quem há que possa discernir as próprias faltas? Expurga-me tu das que me são ocultas."

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✨ Versículo em destaque

"Das profundezas a ti clamo, ó Senhor."

— Salmos 130:1
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